
O Japão está em transformação. Para quem conhece o Japão, não parece novidade nenhuma, já que desde sempre o Japão está em transformação, seja geologicamente, seja sociologicamente.
No meio de tanta transformação, o Japão não perde a sua essência porque o povo japonês teima em manter as tradições e costumes apesar das adversidades.
Exemplo disso foi a lanterna de Asakusa que foi mudada ontem (17 de Abril de 2020) como é hábito, em cada 10 anos, desde 1960. A diferença foi que em vez de milhares pessoas a assistirem a este evento, estiveram pouco mais de 15 pessoas, por causa do Covid 19.
Apesar da adversidade, não se deixou de cumprir a tradição que, chegara alguns anos mais cedo, porque os jogos Olímpicos iriam ser realizados este ano.
A foto que está neste blog (2010) é anterior à última lanterna que datava de 2013 que fora construída por Takahashi Chōchin K.K para Kaminarimon ( O portão do Trovão) do templo Sensoji em Asakusa.
Como as suas antecessoras a grande lanterna mede 3,9 metros de altura e 3,3 metros de diâmetro, e pesa cerca de 700Kg.
No dia 10 de Abril a antiga lanterna foi desmontada e, ontem, a nova montada num local que costumava receber 30 milhões de turistas todos os anos.
A economia japonesa teve que se adaptar nos anos 90 ao rebentamento da bolha económica que deixava a maior economia do mundo de um momento para o outro com um défice, que só agora, nestes últimos anos, começava a recuperar.
A China começou a surgir como alternativa barata de mão de obra, e muitas empresas mundiais começaram a mudar-se para lá. O Japão não foi exceção.
Nestes últimos anos, com o aumento do poder económico chinês, e com a quase total paralisação de fornecimento de partes e bens vindos da China, devido ao Corona vírus, os papéis inverteram-se.
Os japoneses começaram a sentir que depender de terceiros pode ser um problema, e algo a rever para que a sua indústria e economia não parem.
Começou a haver um movimento empresarial, apoiado pelo governo, de repatriamento de empresas com produção fora do país.
Acho que ninguém sabe como vai acabar esta senda económica, mas confesso que sinto algum entusiasmo em poder voltar a ver Made in Japan como nos anos 80.
Japão fez história ao dar mais um passo na igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, desfazendo aos poucos a ideia de sociedade machista japonesa.
Apesar de o Japão ser um país em que o meio de transporte privilegiado é sem dúvida os comboios, devido à sua geografia muito montanhosa, existem muitos locais que não são acessíveis por este meio de transporte, dando a oportunidade a quem possa deslocar-se de carro ver vilas e paisagens que de outra maneira seriam mais difíceis de conhecer. Se quer saber porque é que as atrações são as próprias estações de serviço carregue no botão.
Hoje faz 80 anos que foi lançada a primeira das duas únicas bombas atómicas usadas contra a humanidade. Passaram-se 80 anos mas é bom que ninguém se esqueça disso para não repetirmos os mesmos erros do passado.
Este ano realizei um sonho com 22 anos. E foi no Japão. Se quiser qual é só carregar no botão.
Tanabata é um festival japonês que é baseado numa história de amor da mitologia japonesa
Hoje faz 40 anos que foi fundado os estúdios Ghibli que foram a origem da minha curiosidade sobre a cultura japonesa.
Um artista que nos ensina a diferença entre a arte da vida e a arte da guerra.
Uma bebida que merece um brinde por ter sido, justamente, reconhecida pela Unesco como património cultural imaterial da Humanidade.
Neste vídeo faço um apanhado da segunda parte de Tokyo há 20 anos. Demorou um pouco mais do que esperava mas não queria deixar de publicar antes da minha próxima viagem ao Japão. Posteriormente farei um video comparativo com o Japão 20 anos depois, mas agora viajem ao passado e divirtam-se.