
Foi em 2003 que fui pela primeira vez ao Japão e este ano realizei um sonho com 22 anos.
O sonho?! Conhecer as 3 vistas mais cénicas do Japão definidas em 1643 por Hayashi Gahô.
A primeira, Matsushima, conheci logo na minha primeira viagem em 2003 e já escrevi um pouco sobre ela no meu primeiro artigo deste blog.
A segunda, Miyajima, é a que mais visitei porque praticamente todas as vezes que viajei ao Japão, após 2006, fui lá. E também é a mais conhecida de todos os ocidentais, penso eu.
A terceira, Amanohashidate, só conheci este ano em Fevereiro, mas valeu a pena esperar todos estes anos.
Não só o local faz jus ao nome, que quer dizer, mais ou menos, “ponte no céu”, como a neve que caía e a companhia com que fui, fizeram-me sentir lá perto.
Nesta viagem realizei, não só o sonho que referi acima, como toda a viagem foi de sonho.
Conheci um Japão na única altura do ano em que nunca tinha ido (Inverno), e estive em locais que nunca tinha estado que me remeteram para o Japão que sempre fantasiei e que me dão uma espécie de conforto pensar que ainda há pessoas e locais que conseguem se manter tão fiéis ao nosso imaginário.
Nesta viagem saí da minha zona de conforto e comi iguarias exóticas que me confortaram; bebi Sake, ou melhor dizendo Nihonshû, e visitei Sakagura que me deixaram ébrio de conhecimento; vi paisagens tão esplêndidas que não consigo explanar sobre elas sem vos entediar; e senti calor humano das pessoas que conheci e que me acompanharam que me fizeram esquecer que estava no meio do maior nevão de há 10 anos no Japão naquela região.
Resumindo, parece que a última viagem que faço ao Japão é sempre melhor do que a anterior.
Por isso quando me perguntam se não estou cansado de ir ao Japão, eu respondo que não é possível cansar-se do que se ama.