
Para mim, a comida japonesa é, a par da portuguesa, a melhor do mundo.
Não só porque é frequente o uso do peixe, assim como em Portugal, mas também porque têm sempre muito cuidado com o que comem. Por exemplo, a teoria do Go iro diz que todas a refeições devem ter cinco cores (Go = cinco e iro = cor). São elas o branco, preto, encarnado, verde e amarelo.
Este costume vem do tempo em que o Budismo foi introduzido no Japão e defende que tendo estas cinco cores temos todos os nutrientes necessários para uma refeição equilibrada ,e para além disso é agradável ao olhar.
Para os Japoneses uma refeição deve ser apreciada com os cinco sentidos, não apenas com o paladar e o olfato.
A visão é de extrema importância, revela-nos se a comida tem bom aspecto ou não, e se vem bem apresentada.
O toque (tacto) reflete-se no material da loiça ou dos Hashi (pauzinhos). Os de bamboo são mais frescos ao toque, e os de laca são mais quentes.
O ouvir (audição) pode parecer estranho, mas para os japoneses é de muita importância também. Um ambiente com muito barulho perturba os outros sentidos, e pode até adormecê-los. Num restaurante de Kaiseki (alta cozinha), o silêncio impera fazendo realçar os sabores de cada prato, enquanto que numa Izakaya o som da rua e das conversas animadas do fim de um dia de trabalho ajudam a disfarçar os sabores intensos.
Mas a dedicação que os japoneses prestam à comida começa muito antes da refeição. Começa na Produção. Prova disto é a fruta no Japão.
Eu adoro fruta. Mas se tivesse que escolher uma preferida, seria manga. Quando pensamos em sítios ideais para comer manga, pensamos no Brasil, em Moçambique ou Colômbia. Tudo menos no Japão.
Pois foi lá que comi a melhor manga da minha vida, mais precisamente em Ishigakijima, no arquipélago de Okinawa. Aliás toda a fruta era saborosa.
Não é por acaso que assim é.
Os japoneses põem alma e coração em tudo o que fazem.
As horas que passam a cuidar de cada peça de fruta, pondo, por exemplo, folhas brancas em volta de cada manga para que toda a manga seja banhada pelo sol. Com esta técnica toda ela fica vermelha, e o cuidado é retribuído com um sabor doce e sumarento.
Poder beber um sumo de uma destas deliciosas mangas, numa falésia de uma ilha sub-tropical tendo só como horizonte o oceano pacífico, é "manganífico".
Japão fez história ao dar mais um passo na igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, desfazendo aos poucos a ideia de sociedade machista japonesa.
Apesar de o Japão ser um país em que o meio de transporte privilegiado é sem dúvida os comboios, devido à sua geografia muito montanhosa, existem muitos locais que não são acessíveis por este meio de transporte, dando a oportunidade a quem possa deslocar-se de carro ver vilas e paisagens que de outra maneira seriam mais difíceis de conhecer. Se quer saber porque é que as atrações são as próprias estações de serviço carregue no botão.
Hoje faz 80 anos que foi lançada a primeira das duas únicas bombas atómicas usadas contra a humanidade. Passaram-se 80 anos mas é bom que ninguém se esqueça disso para não repetirmos os mesmos erros do passado.
Este ano realizei um sonho com 22 anos. E foi no Japão. Se quiser qual é só carregar no botão.
Tanabata é um festival japonês que é baseado numa história de amor da mitologia japonesa
Hoje faz 40 anos que foi fundado os estúdios Ghibli que foram a origem da minha curiosidade sobre a cultura japonesa.
Um artista que nos ensina a diferença entre a arte da vida e a arte da guerra.
Uma bebida que merece um brinde por ter sido, justamente, reconhecida pela Unesco como património cultural imaterial da Humanidade.
Neste vídeo faço um apanhado da segunda parte de Tokyo há 20 anos. Demorou um pouco mais do que esperava mas não queria deixar de publicar antes da minha próxima viagem ao Japão. Posteriormente farei um video comparativo com o Japão 20 anos depois, mas agora viajem ao passado e divirtam-se.