
Os japoneses têm muitas formas de arte, das artes marciais até à arte moderna.
Mas a que parece que cativa muitos artistas japoneses, é a de cortar.
Cortam de tudo: papel, ouro, vidro, etc…
Cortar em japonês é Kiru e por isso todas as artes que envolvem esta técnica começam de uma maneira geral por Kiri.
Exemplos:
Kirigami - Arte de cortar papel
Kiriko - Arte de cortar vidro
Kirikane - Arte de cortar ouro
etc
Todas têm o seu encanto e mestria.
Vi em 2010, num dos museus de Roppongi (Mori Art), uma exposição do artista Yuken Teruya que era excepcional.
Não só pela mestria e pormenor, mas por usar sacos de papel do dia a dia, onde cortava uma árvore que representava a origem de onde tinha vindo esse mesmo saco de papel.
Era como se tivesse a lembrar-nos que para usar aquele saco, que seria descartado em minutos, existiu uma árvore que deu a sua vida centenária.
Para os japoneses, os deuses vivem em todas as coisas da natureza, e por conseguinte tudo o que processamos ou produzimos têm uma “alma”.
É comum vermos rituais shintoistas em que se reza por coisas tão mundanas como, lápis usados em fim de vida, pentes velhos e até alfinetes.
Tudo têm Ki (energia) e por isso deve ser agradecido a forma como nos foi útil e contribuiu para o nosso bem.
Ver um saco de papel ter uma nova vida num museu, é obra.
A grande diferença entre Origami e Kirigami é cortar o papel.
Tiveram um passado comum mas a certa altura houve um corte, literalmente.
Em Kirigami também se usam técnicas de dobragens mas depois cortamos o papel para ao abrirmos vermos uma forma completamente nova.
O exemplo mais comum é o da corrente de homens de mãos dadas. Acho que todos já viram esse ou até o fizeram na escola.
Kirigami, teve a sua origem na China, foi perpetuado no Japão por rituais Shintoistas e por ser uma arte nobre, já que o papel era um material caro e inacessível a muitos.
Hoje em dia é ensinado nas escolas de todo o mundo, mas no Japão tem um papel mais relevante.
A prova de isso é que a maioria dos artistas desta técnica são todos japoneses ou de descendência japonesa, tais como Yuken Teruya ou Nahoko Kojima.
Dêem uma espreitadela nos trabalhos deles e no papel que eles tiveram na sociedade.
Vá lá! Não sejam cortes.
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